• Home
  • Notícias
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
Menu
  • Home
  • Notícias
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós

LOGIN

|

REGISTRE-SE

R$ 0,00 Cart
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
Menu
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
R$ 0,00 Cart
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
Menu
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
R$ 0,00 Cart

Clubes com tradição de inclusão LGBTQ+, Bahia atrasa e Vasco silencia no 17 de Maio 

  • Geral
  • maio 22, 2026

Compartilhe essa notícia:

Sexta, 22/05/2026

Por: Onã Rudá/Canarinhos

Levantamento do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ registra quebra de tradição em dois clubes que construíram grandes ações de enfrentamento ao preconceito no futebol brasileiro, em especial a LGBTfobia.

O Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado em 17 de maio, passou com um sinal de alerta para o futebol brasileiro. Dois clubes historicamente associados a posicionamentos públicos em defesa de causas sociais, Esporte Clube Bahia e Vasco da Gama, quebraram expectativas em uma data central para a população LGBTQ+. No caso do Bahia, o posicionamento só veio no dia 21 de maio, quatro dias depois da data oficial. No caso do Vasco, até o fechamento deste texto, o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ não localizou publicação institucional do clube referente ao 17 de Maio de 2026 em seus canais oficiais.

O dia 17 de maio marca a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças pela Organização Mundial da Saúde, em 1990, e se consolidou mundialmente como dia de luta contra a lesbofobia, homofobia, a bifobia, a transfobia e outras formas de violência contra pessoas LGBTQ+. 

O monitoramento dessas manifestações é uma das frentes do Observatório da LGBTfobia no Futebol, iniciativa do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, criado em 2020 para acompanhar casos de discriminação, práticas institucionais,  ações afirmativas e outras ações voltadas à comunidade LGBTQ+ no futebol brasileiro. Esses levantamentos deságuam em um Anuário. Os anuários do Observatório incluem, entre seus eixos, o acompanhamento das manifestações de clubes em datas especiais, como 17 de maio e 28 de junho.

No caso do Bahia, o atraso chama atenção justamente pela história recente do clube, desde 2017 que o Bahia registra datas como 17 de maio e 28 de junho. O Esquadrão foi um dos clubes brasileiros que mais construiu reputação pública em torno de campanhas contra a LGBTfobia, o racismo, a xenofobia, o machismo e outras formas de preconceito. Em 2019, no próprio 17 de maio, o Bahia lançou a camisa “Não há impedimento”, dentro da coleção Bahia Clube do Povo, afirmando que o objetivo era aproximar torcedores LGBT do estádio e reforçar uma política de inclusão.

Em 2021, o clube também anunciou a venda das camisas da Torcida LGBTricolor na Loja Esquadrão, com lucro revertido para o então projeto Canarinhos Arco-Íris, hoje Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+. À época, o próprio Bahia afirmou que não queria apenas “postar algo na rede social e se livrar do assunto”, mas dar consequência prática ao apoio à causa.

Por isso, o silêncio no dia 17 e a publicação tardia no dia 21 não são apenas um detalhe de calendário. O Bahia construiu uma marca pública, pioneira, em torno da defesa da diversidade, o compromisso precisa ser reafirmado sempre, na regularidade, na pontualidade e na prioridade institucional dada a essas pautas. 

O registro feito pelo Bahia trouxe dados graves sobre violência contra pessoas LGBTQ+ no Brasil, mas chegou depois da data que concentra mobilização nacional e internacional sobre o tema. Segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, o Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025, o equivalente a uma morte a cada 34 horas. O relatório aponta ainda que o país permaneceu entre os mais letais do mundo para essa população, reforçando que o combate à LGBTfobia não pode ser tratado como ação eventual de marketing, mas como compromisso permanente.

A cobrança ao Bahia também precisa considerar a nova configuração institucional do clube. Desde a transformação em SAF, o futebol profissional está sob responsabilidade da Bahia SAF, vinculada ao Grupo City, enquanto a Associação mantém participação societária e papel político-institucional. A Associação é presidida por Emerson Ferretti, eleito para o triênio 2024-2026 e reconhecido como o primeiro presidente abertamente gay a assumir um clube das principais divisões do futebol brasileiro.

Essa representatividade é histórica e deve ser valorizada, mas ela também aumenta a responsabilidade institucional. A presença de uma liderança LGBTQ+ em um cargo tão simbólico não substitui uma política contínua de enfrentamento à LGBTfobia. Representatividade sem prática institucional corre o risco de virar imagem sem consequência. E, em um ambiente ainda profundamente marcado por cânticos, piadas, ofensas e exclusões, o futebol e os esportes precisam de mais do que gestos tardios.

No caso do Vasco, a ausência de posicionamento em 2026 também chama atenção pela própria história que o clube reivindica. Nos últimos anos, o Vasco também realizou ações importantes ligadas à pauta LGBTQ+. Em 2021, o clube promoveu um posicionamento institucional contra a LGBTfobia, com mosaico em São Januário, camisa especial, nome social para associados e associadas e anúncio de políticas de inclusão, respeito e diversidade. O próprio site oficial do clube afirma que essa história inspira seu compromisso contemporâneo contra o racismo, a homofobia, a transfobia e outras desigualdades.

Em 2022, torcidas organizadas do Vasco aderiram a um manifesto contra a LGBTfobia, em uma iniciativa que relacionava a tradição popular do clube às pautas do século XXI. O texto dizia que a luta contra a LGBTfobia não poderia passar ao largo do Vasco e daqueles que o seguem.

Por isso, a ausência de posicionamento em 2026 não passa despercebida. O clube transformou sua história em patrimônio simbólico e com isso precisa atualizar esse compromisso diante das violências do presente. A “Resposta Histórica” não pode ser lembrada apenas como peça de museu, campanha comemorativa ou argumento de reputação, ela deve servir como parâmetro vivo para as decisões institucionais de hoje.

O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ registra esse episódio não como ataque gratuito ao Bahia Saf, Associação ou ao Vasco, mas como cobrança pública a instituições que já demonstraram capacidade de liderar debates importantes de inclusão LGBTQ+ no futebol brasileiro e demais esportes. Clubes que foram pioneiros e referências e precisam compreender que tradição não é salvo-conduto, ao contrário, quanto maior a história, maior a responsabilidade.

O que se espera dessas e outras instituições não é apenas uma postagem protocolar, mas sim coerência, que a defesa da diversidade não dependa do humor da semana, da conveniência do calendário ou do medo da reação de setores conservadores da torcida. O combate à LGBTfobia precisa estar no planejamento, na comunicação, na formação de base, nos estádios, nos contratos, nas campanhas e na postura pública dos clubes.

PrevAnteriorConfira os clubes da Séries A e B que não se manifestaram no Dia Internacional de Combate a LGBTfobia

Você também pode gostar:

Geral

Confira os clubes da Séries A e B que não se manifestaram no Dia Internacional de Combate a LGBTfobia

Quinta, 21/05/2026 Por: Tainá Sena/Canarinhos Levantamento detalha a ausência alarmante de posicionamento nas redes sociais no dia 17 de maio; confira a lista completa dos

Read More »
22/05/2026 Nenhum comentário
Geral

O silêncio que pesa: apenas 8 clubes das séries A e B se posicionaram no Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Quinta, 21/06/2026 Por: Tainá Sena/Canarinhos No último dia 17 de maio de 2026, o futebol brasileiro perdeu mais uma oportunidade de demonstrar um compromisso real

Read More »
21/05/2026 Nenhum comentário

Torcidas LGBTQIAP+

Fale Conosco ou Denuncie

Seus dados serão mantidos no mais absoluto sigilo

Facebook Instagram Twitter Linkedin

Parcerios & Parcerias

© 2022 Canarinhos LGBTQ. Todos os direitos Reservados.