• Home
  • Notícias
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
Menu
  • Home
  • Notícias
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós

LOGIN

|

REGISTRE-SE

R$ 0,00 Cart
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
Menu
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
R$ 0,00 Cart
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
Menu
  • Home
  • Observatório
    • Observatório da LGBTfobia no Futebol
  • Notícias
  • Denuncie
  • Loja
  • Sobre Nós
  • Login
  • Registro
R$ 0,00 Cart

O escudo da “cultura”: quando a tradição se torna refúgio para a homofobia

  • Geral
  • janeiro 26, 2026

Compartilhe essa notícia:

Quando afirmamos que algo é “cultural” não é um salvo-conduto para o desrespeito. No entanto, é esse o argumento que por diversas vezes ressurge quando cânticos homofóbicos podem ser ouvidos nos estádios de futebol. Recentemente, vimos esse embate de visões no Big Brother, onde o participante Matheus tentou minimizar cânticos homofóbicos, justificando o preconceito como uma característica folclórica de uma região ou de um esporte.

Reprodução via internet

A Cultura não é Estática

O erro de Matheus, e de tantos outros, é confundir identidade cultural com estagnação moral. A cultura de uma torcida é um organismo vivo, que tem a obrigação moral de evoluir quanto sociedade e compreender o impacto de suas palavras. Chamar um cântico homofóbico de “algo cultural” é, na verdade, uma tentativa de naturalizar a violência, transformando o ódio em entretenimento sob o pretexto do “futebol raiz”.

Reprodução via internet

No futebol, a homofobia foi ensinada como ferramenta de provocação. Ao ser chamada de “cultura”, ela deixa de ser vista como um crime e passa a ser tratada como um costume. Quem justifica diz que “não é por mal”. Mas o impacto da homofobia não depende da intenção de quem canta, e sim da exclusão de quem ouve.

Letra do cântico citado por Matheus

Babu: A Coragem de Romper o Pacto

Nesse cenário, figuras importantes como Babu assumem um papel fundamental no combate a esse comportamento. Ao confrontar Matheus de forma direta, Babu faz o que muitos evitam: ele quebra o pacto de silêncio da masculinidade tóxica no esporte.

Enquanto um lado busca justificativa em argumentos que já tiveram sua data de validade vencida, o outro encara a realidade de frente. Ter a coragem de dizer “isso é errado”, mesmo quando o interlocutor se recusa a ouvir, é o primeiro passo para desconstruir essa falsa herança de “futebol raiz”.

Reprodução via internet

“A tradição que fere o outro não merece ser preservada; ela merece ser superada.”

O esporte é um espaço de união, e usar a cultura como escudo para o preconceito é, no fundo, uma confissão de que ainda temos medo de evoluir. O erro apontado por Babu é o espelho que Matheus, e boa parte das arquibancadas pelo mundo, ainda não tem coragem de olhar.

O Futebol Precisa Evoluir

A homofobia “cultural” é o último refúgio de quem não consegue aceitar que precisa conviver com a diversidade. Hoje, o estádio ainda continua sendo um lugar hostil para boa parte da sociedade. O embate entre Babu e Matheus é o reflexo de uma sociedade que não aceita mais que o preconceito seja vendido como tradição.

As punições no futebol brasileiro têm se tornado cada vez mais severas, justamente para combater o argumento de que tais comportamentos são “apenas culturais”. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a CBF deixaram de ver a homofobia como uma “provocação aceitável” para tratá-la como uma infração grave.

1. Punições Financeiras e Administrativas

Os clubes são diretamente responsáveis pelo comportamento de suas torcidas. Recentemente, grandes clubes brasileiros foram multados em valores significativos por cânticos homofóbicos:

Multas Pesadas: O Regulamento Geral de Competições (RGC) da CBF prevê multas que podem chegar a R$ 500 mil, podendo dobrar em caso de reincidência.

Exemplo Real: Em novembro de 2025, o São Paulo firmou um acordo para pagar R$ 100 mil devido a cantos homofóbicos contra o Corinthians no Morumbis.

Medidas Educativas: Além do dinheiro, o STJD tem obrigado clubes a publicar mensagens de conscientização em suas redes sociais oficiais, fixadas por longos períodos.

2. Punições Esportivas (Perda de Pontos)

Esta é a punição que mais assusta os clubes e que desmente diretamente a ideia de que “não tem nada demais”.

Artigo 243-G do CBJD: O Código Brasileiro de Justiça Desportiva permite a perda de pontos se a infração for praticada por um número considerável de pessoas (o famoso coro da torcida).

Protocolo de Arbitragem: Atualmente, os árbitros têm autoridade para paralisar, suspender ou até encerrar a partida se os cânticos discriminatórios não cessarem após avisos no sistema de som do estádio.

3. A Nova Lei Geral do Esporte (2023)

A legislação brasileira evoluiu para equiparar a homofobia ao racismo em termos de rigor.

Multas Individuais: Torcedores identificados podem ser multados pessoalmente em valores que variam de R$ 500 a R$ 2 milhões.

Banimento: Torcedores ou organizadas que pratiquem atos discriminatórios podem ser proibidos de frequentar estádios por até cinco anos.

A “cultura” que Matheus usa como justificativa está sendo, por força de lei, expulsa do futebol para que o esporte sobreviva com dignidade e que a arquibancada seja um local de acolhimento e diversidade, não de exclusão e violência.

Texto: Tainá Sena/Canarinhos

PrevAnteriorPrimeiro Bavi do ano é marcado por cânticos homofóbicos vindos da arquibancada
PróximoGoleiro do Bahia é alvo de insultos homofóbicos durante aquecimentoNext

Você também pode gostar:

Geral

São Paulo paga multa de R$ 100 mil ao STJD por cantos homofóbicos contra o Corinthians

O São Paulo fez um acordo com a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para pagar uma multa de R$ 100 mil em relação à denúncia de cantos

Read More »
29/04/2026 Nenhum comentário
Geral

Criador de conteúdo gay relata ameaças de morte após surgir com camisa do Corinthians

Rafa Marttinz, conhecido por ser criador de conteúdo adulto gay, relatou ter se tornado alvo de ataques e ameaças de morte após publicar fotos vestindo

Read More »
29/04/2026 Nenhum comentário

Torcidas LGBTQIAP+

Fale Conosco ou Denuncie

Seus dados serão mantidos no mais absoluto sigilo

Facebook Instagram Twitter Linkedin

Parcerios & Parcerias

© 2022 Canarinhos LGBTQ. Todos os direitos Reservados.