Segunda, 23/03/2026
Por: Tainá Sena/Canarinhos
Vídeo da torcida do Remo compartilhado por influenciador mostra ofensas durante confronto; caso traz à tona histórico de punições e a origem de cânticos discriminatórios no futebol nordestino.

Registros em vídeo capturaram momentos em que parte da torcida do Clube do Remo proferiu cânticos de cunho homofóbico direcionados ao Esporte Clube Bahia e aos seus torcedores. O episódio, que rapidamente viralizou nas redes sociais, acende um alerta sobre a persistência de comportamentos intolerantes nos estádios.
O registro que circula nas plataformas digitais foi compartilhado por um influenciador digital, torcedor declarado do Esporte Clube Vitória. No vídeo, é possível ouvir claramente as ofensas enquanto o influenciador, reage acompanhando o coro.
Um ponto de destaque na atual polêmica é a origem da música entoada. Originalmente, a música é uma composição da torcida do Vitória, criada para provocar o rival Bahia.
A transposição desses cânticos entre torcidas de diferentes estados evidencia como o preconceito é replicado de forma sistêmica. No caso do Vitória, o clube também já enfrentou sérias denúncias de homofobia no passado. Em episódios anteriores, o clube baiano chegou a ser julgado e multado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a gritos discriminatórios vindos das arquibancadas do Barradão, o que resultou em campanhas educativas promovidas pela própria diretoria do próprio clube para tentar frear a conduta de seus torcedores.
Esta não é a primeira vez que o Remo se vê envolvido em episódios desta natureza. O clube paraense possui um histórico recente de denúncias e até punições financeiras aplicadas pela justiça desportiva.
Punições Anteriores: O “Leão Azul” já foi alvo de multas aplicadas pelo STJD por incidentes similares em competições nacionais, onde gritos homofóbicos foram relatados em súmula pela arbitragem.
Pressão por Medidas: Torcedores e grupos organizados do próprio clube têm pressionado a diretoria para que notas de repúdio sejam acompanhadas de ações práticas, como a identificação e o banimento de torcedores que propaguem o ódio.
O Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) é claro: clubes podem perder pontos ou serem multados pesadamente em casos de atos discriminatórios.
O vídeo do influenciador, somado aos relatos de testemunhas, deve servir como prova técnica caso o tribunal decida abrir um inquérito para apurar a responsabilidade do Clube do Remo no episódio.








