Quarta: 29/10/2026
Por: Onã Rudá/Canarinhos
Publicação reúne dados de 2025, marca a primeira edição sem apoio da Confederação Brasileira de Futebol e reforça a necessidade de financiamento para manter o monitoramento da discriminação no esporte.
O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ lançou, neste sábado (24), no Museu do Futebol, em São Paulo, a quinta edição do Anuário do Observatório da LGBTfobia no Futebol, durante o Encontro da Rede Memória do Futebol.

A publicação apresenta 62 episódios de LGBTfobia monitorados em 2025, dos quais 72,58% ocorreram em estádios. O levantamento também analisa julgamentos da Justiça Desportiva, iniciativas de inclusão, avanços legislativos, boas práticas e a organização das torcidas LGBTQ+ brasileiras.
Esta é a primeira edição do Anuário sem apoio da CBF. Desde o lançamento inaugural, a publicação contou com a parceria da entidade durante a presidência de Ednaldo Rodrigues, incluindo compromissos de custeio integral. Na gestão de Samir Xaud, a Confederação assumiu parcialmente compromissos anteriores e financiou parte da edição de 2025. Para 2026, apesar de o projeto ter sido apresentado em abril e de sinalizações positivas relatadas pelo Coletivo em tratativas com Fábio Seixas, o gabinete da Presidência comunicou que não haveria apoio, alegando limitações orçamentárias e prazos administrativos.
Para o Coletivo, a interrupção da parceria ameaça seriamente a continuidade de seu principal trabalho e representa mais um recuo na relação institucional com a CBF, que também não tem atendido aos pedidos de reunião para discutir políticas de enfrentamento à LGBTfobia. A organização busca novos parceiros, mas enfrenta dificuldades para garantir a sustentabilidade do Observatório.
Diante desse cenário, o Coletivo Canarinhos LGBTQ+ busca novos parceiros e apoiadores, incluindo empresas, instituições públicas e organizações da sociedade civil, para garantir a sustentabilidade do Observatório e a continuidade da produção de dados, pesquisas e ações de enfrentamento à LGBTfobia no futebol brasileiro.
“Nosso compromisso é produzir conhecimento, preservar a memória das torcidas LGBTQ+ e contribuir para transformar o futebol brasileiro. Entretanto, precisamos de apoio para manter esse trabalho. Esperamos que a CBF reconsidere sua posição e retome o diálogo, porque o enfrentamento à discriminação precisa ser um compromisso permanente”, afirma Onã Rudá, fundador e presidente do Coletivo Canarinhos LGBTQ+.
O lançamento reafirma a importância da sociedade civil na produção de dados e no enfrentamento à discriminação no futebol.
Confira versão digital completa
https://canarinhoslgbtq.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Anuario2026_FINAL.pdf
Disponivel tambem em
Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ lança e disponibiliza versão digital completa da 5ª Edição do Anuário do Observatório da LGBTfobia no Futebol








