A Premier League vai lançar uma nova iniciativa de apoio à comunidade LGBTQ+ na próxima jornada, pondo fim à sua parceria com a instituição de caridade Stonewall, conhecida pela campanha Rainbow Laces.
A colaboração entre a liga inglesa e a Stonewall, iniciada em 2014, visava promover a igualdade no futebol. Agora, todos os jogos da primeira divisão, entre 6 e 12 de fevereiro, serão dedicados à nova campanha, intitulada Premier League With Pride, em parceria com a Switchboard, uma linha nacional de apoio.



O Manchester United, viu-se obrigado a cancelar os planos de utilizar um casaco de aquecimento em apoio à comunidade LGBTQ+ após a recusa firme de Noussair Mazraoui em vestir a peça.
A decisão do lateral marroquino gerou repercussões internas imediatas. Relatos indicam que alguns membros do elenco apoiaram a posição de Mazraoui, defendendo a liberdade de expressão e convicções religiosas ou pessoais dos atletas. Por outro lado, uma parte considerável do elenco e funcionários do clube expressaram desconforto, argumentando que a recusa fragiliza a mensagem de inclusão que o clube tenta projetar globalmente.

Apesar do impasse com o uniforme, o Manchester United juntou-se a vários outros clubes da Premier League (como Sunderland, Brighton e Chelsea) ao publicar mensagens oficiais de apoio à causa nas suas redes sociais. Estas publicações visam reforçar que, institucionalmente, os clubes mantêm o compromisso com a diversidade, mesmo enfrentando resistências.
Richard Masters, diretor-executivo da Premier League, comentou: “Queremos que todos os envolvidos no futebol se sintam bem-vindos e confortáveis para serem eles próprios”.
A nova campanha terá um forte componente visual. Antes do apito inicial, os gandulas segurarão bandeiras no gramado, e haverá grafismos nas telas do estádio, nos painéis de aperto de mão e nas placas de substituição.
Além disso, jogadores das categorias de base (sub-9 ao sub-21) e dos elencos principais participarão de sessões obrigatórias sobre igualdade, diversidade e inclusão. Treinadores e comentaristas receberão pins temáticos para usar durante as transmissões.
Por sua vez, a Stonewall afirmou que, embora a parceria central com a liga tenha terminado, continuará trabalhando individualmente com os clubes. Um porta-voz disse à BBC que ‘nestes tempos turbulentos, muitos na comunidade LGBTQ+ sentem-se ansiosos’, reforçando que a visibilidade no esporte continua sendo uma ‘força poderosa’ para a inclusão’.
Texto: Tainá Sena/Canarinhos








