O Maracanã se tornou novamente palco de uma demonstração de afeto que vai além do campo, reforçando a inclusão e a diversidade no esporte. O médico Luiz Antônio Fernandes e seu namorado, Gabriel, ganharam os holofotes das redes sociais ao compartilharem um momento de carinho e paixão pelo time nas arquibancadas do estádio.

A foto, postada com a legenda objetiva: “A meta é essa: meu amor + Flamengo + Maracanã!”, rapidamente se espalhou, superando 5 milhões de visualizações e gerando milhares de interações no X (antigo Twitter) e no Instagram. O simples registro de um casal gay torcendo junto foi celebrado como um gesto poderoso em um ambiente historicamente desafiador para a comunidade LGBTQ+.
O casal não está sozinho nessa onda de visibilidade. Após a postagem de Luiz e Gabriel, outros casais LGBTQ+ em diversas partes do país seguiram o exemplo, publicando seus próprios momentos de união em outros estádios. Essa mobilização ressoa um movimento anterior, quando outro casal flamenguista, Karlos Eduardo Alves e Luiz Eduardo Aguiar, também viralizou ao celebrar o orgulho de pertencer a um espaço que antes parecia hostil.

Embora ainda haja manifestações isoladas de preconceito e incômodo nos comentários, o impacto dessas reações é cada vez menor frente à onda de apoio e identificação que as fotos geram. O que começou com um post “fofo” é, na verdade, um passo significativo em uma transformação cultural mais profunda.
Essas imagens funcionam como um catalisador para ressignificar o futebol, provando que a paixão, a torcida e o amor pelo clube não se limitam a gênero ou orientação. A atitude de Luiz e Gabriel é a expressão de uma nova geração que, em vez de pedir permissão para existir, simplesmente vive com naturalidade seus sentimentos e sua identidade em qualquer lugar, transformando o Maracanã e outros estádios em um local onde o grito de gol se mistura ao orgulho de ser quem se é.
Texto: Tainá Sena/Canarinhos








