O que deveria ser a celebração de um novo capítulo na vida pessoal do árbitro Pascal Kaiser virou um episódio de violência. Kaiser foi covardemente atacado em sua própria residência nesta semana, poucos dias após ter pedido o parceiro em casamento no gramado, antes do confronto entre FC Köln e VfL Wolfsburg, realizado em 30 de janeiro.

O crime parece ter sido meticulosamente orquestrado. Segundo relatos, o endereço privado de Kaiser foi vazado em redes sociais, desencadeando uma onda de cyberbullying e ameaças diretas. O ataque físico ocorrido em sua casa é visto pelas autoridades como o ápice dessa perseguição homofóbica que tomou conta das plataformas digitais desde o gesto público de afeto do árbitro.

O caso de Kaiser expõe a fragilidade da segurança de profissionais da comunidade LGBTQIA+ diante do extremismo.
A polícia local investiga a conexão direta entre as mensagens de ódio online e a agressão física. Clubes e entidades esportivas ainda não emitiram uma nota oficial conjunta, mas a pressão por punições severas aos responsáveis pelo vazamento de dados e pelo ataque físico cresce entre os torcedores e colegas de profissão de Kaiser.
Texto: Tainá Sena/Canarinhos








