Domingo, 08/03/2026
Por Tainá Sena/Canarinhos
Em uma tarde de estádio lotado no Mangueirão, o Paysandu sagrou-se campeão do Campeonato Paraense 2026. Após vencer o primeiro jogo por 2 a 1, o Papão segurou o empate em 0 a 0 contra o Clube do Remo neste domingo (08). Com o resultado, a equipe bicolor levantou sua 51ª taça.

A celebração foi manchada por atitudes discriminatórias registradas durante a transmissão oficial e nas comemorações pós-jogo.
Logo na abertura da transmissão do Canal do Benja, o clima de clássico deu lugar ao preconceito. Enquanto o presidente do Paysandu concedia uma entrevista em tela dividida, as imagens mostravam a arquibancada bicolor. Naquele instante, foi possível ouvir nitidamente parte da torcida entoando cânticos homofóbicos.
O episódio mais crítico ocorreu após o apito final. Durante a festa do título no gramado, torcida e jogadores repetiram o comportamento hostil. Em união com os torcedores, membros do elenco foram cantaram a música “Liga pro zoológico” com teor explicitamente homofóbico.
Nos últimos dias, diversos vídeos foram divulgados antes da partida final, inclusive por funcionários e atletas do próprio clube, mostrando torcedores bicolores cantando os mesmos gritos ilegais, o que pode gerar medidas contra o Paysandu.
Episódios como este colocam o clube em risco de punições severas pela Justiça Desportiva, que prevê desde multas pesadas até a perda de mandos de campo em competições futuras. Mais do que a questão jurídica, o caso reacende o debate sobre o ambiente de exclusão que ainda resiste nas arquibancadas e nos vestiários, contrastando com as campanhas de inclusão promovidas pelas federações de futebol.








