O desdobramento das investigações sobre o confronto entre Benfica e Real Madrid ganhou um novo elemento com o depoimento do atacante Gianluca Prestianni às autoridades da Uefa. O atleta da equipe portuguesa confessou ter insultado o atacante Vinicius Junior durante a partida no Estádio da Luz, ocorrida na última terça-feira, 17. No entanto, o jogador negou a acusação de racismo, sustentando que utilizou uma expressão homofóbica.

De acordo com o depoimento prestado à entidade europeia, Prestianni afirmou ter chamado o brasileiro de “maricón”, alegando que não utilizou a palavra “mono” (macaco), que configuraria crime de racismo. A declaração ocorre após o Real Madrid formalizar o envio de provas à Uefa e Vinicius Junior relatar ao árbitro ter sido alvo de discriminação logo após marcar o gol da vitória do time espanhol.
A Uefa agora analisa a admissão do insulto homofóbico dentro do processo disciplinar aberto para apurar o caso. Tanto o racismo quanto a homofobia são condutas passíveis de punição severa pelo regulamento da entidade, que prevê desde multas financeiras até a suspensão de jogadores e interdição parcial de estádios.
O Real Madrid e o estafe de Vinicius Junior ainda não comentaram a nova versão apresentada pelo atleta do Benfica.
Detalhes do depoimento
- Admissão de culpa: Prestianni confirmou ter proferido insultos contra Vinicius Junior.
- Tese da defesa: O jogador nega o termo “mono” (racismo) e admite o termo “maricón” (homofobia).
- Protocolo: A Uefa avalia as sanções previstas no código de disciplina para casos de conduta discriminatória.
Fonte: https://www.opovo.com.br/esportes/futebol-internacional/2026/02/21/amp/prestianni-diz-a-uefa-que-usou-termo-homofobico-contra-vini-jr-para-negar-racismo.html








